sábado, 20 de janeiro de 2018

Opinião #18: O rapaz do pijama às riscas, John Boyne

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Editora: ASA
Ano publicação: 2006
Nº páginas: 176 páginas 
Pontuação atribuída: 5 estrelas no Goodreads








Bruno e Schmuel são dois meninos de 9 anos com muito menos em comum do que seria de esperar. Ambos são crianças. Ambos vivem no seu mundo mas, o mundo de Bruno é bem mais colorido do que o de Schmuel. Schmuel, muito embora conservando a inocência de qualquer criança, foi obrigado a crescer para fazer face às privações com as quais se depara diariamente. Schmuel é judeu e está num campo de concentração. Vê desaparecer aqueles que lhe são queridos e Bruno é um menino mimado filho de um comandante alemão que acha que lhe aconteceu o pior. Mudou de casa e deixou de ter com quem brincar.

Esta é uma história bem conhecida de todos. Eu própria já a conhecia pois há algum tempo atrás vi o filme. Lembro-me de, na altura, ficar extremamente impressionada com o final. Como no livro é sobreponível, desta vez, não me surpreendeu. Também pelo facto de já ter visto o filme, sempre tive algumas reservas em partir para esta leitura e, por várias vezes, a adiei. Mas agora, acabadinha de a terminar, posso dizer que não me arrependo e que, ao ler o livro,  tal como quando vi o filme, fiquei bastante impressionada.

Trata da 2ª Guerra Mundial e dos crimes cometidos pelos alemães contra os judeus. A capa da edição que li tem uma frase que subscrevo totalmente e que nos diz que esta é uma história de inocência num mundo de ignorância.  Este livro, recomendado pelo Plano Nacional de Leitura, dá-nos a conhecer momentos da história mundial que de tão cruéis quase que parece que saíram de uma qualquer produção  hollywoodesca. Mas foram reais e há que conhecer e respeitar essa mesma realidade. Há que saber o que foi feito, o desrespeito completo por quaisquer direitos inerentes a todo e qualquer ser humano. Acima de tudo, há que compreender que, não obstante todas as nossas diferenças sejam elas crenças, cores da pele, entre outras, todos somos seres humanos e para que haja uma co-existência minimamente saudável em sociedade, temos que nos respeitar. Isto é o que se deve reter.

Tenho sempre algum receio quando parto para leituras dentro do tema Holocausto. Receio impressionar-me ainda mais e saber coisas ainda mais cruéis. Coisas reais. No entanto, nos últimos tempos, sobretudo devido a projectos de várias meninas do Booktube, tenho lido algumas coisas dentro desta área e dou por mim a gostar cada vez mais, a ter mais curiosidade e a querer ler mais dos livros que elas tanto recomendam. Este mês, para os projectos do Holocausto (#HOL73, Leituras do Holocausto 3 e Vozes do Holocausto), vou ainda tentar ler um outro livro. Depois digo-vos alguma coisa.

2 comentários:

  1. Li este livro há uns bons anos e confesso que não gostei nada. A leitura era simples, fluída - mas o tom de infantilização, mais do que inocência (o Bruno era demasiado velho para, como filho de um grande comandante, não saber o que se passava ou não saber pronunciar Auschwitz), a identificação do tema como uma "fábula" (como se não fosse algo que tivesse acontecido e que foi simplesmente horrível)... Percebo que tenha um público alvo mais jovem, mas há tantos livros sérios e acessíveis sobre o Holocausto, como o Diário de Anne Frank, que muito do livro me soou a desrespeito :( posto isto, sei que sou das poucas pessoas que se sentiu assim com este livro!

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    1. Olá Bárbara!
      Realmente, na sua maioria, tenho lido opiniões positivas relativamente a este livro.
      É certo que tem como alvo um público mais jovem mas, foi talvez tendo isso na mente, que consegui apreciar a leitura.
      A experiência de leitura é uma coisa mesmo muito pessoal e os mesmos livros não têm que agradar a todas as pessoas. Compreendo algumas das questões que levantas sobretudo em relação ao desconhecimento do Bruno face ao que se estava a passar. Realmente, dá que pensar...
      Beijinho e obrigada pelo comentário.

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