domingo, 10 de dezembro de 2017

Wrap up Cinematona 6

No mês de Novembro realizou-se mais uma cinematona. Como todos devem saber, estas maratonas cinematográficas, são organizadas pela Dora do canal Books and Movies.
Mais uma vez, fiz a minha modesta participação. Digo modesta, porque penso que não houve uma única vez que tenha conseguido completar todas as categorias propostas pela Dora. Mas como acredito que o que importa é participar e, para mim, o objectivo não deixa de ser ver mais filmes do que aqueles que veria habitualmente. E este objectivo, consegui superar porque, por norma, não vejo tantos filmes como vi no passado mês de Novembro. Costumo ver 1-2 filmes e, às vezes, acabo por nem ver nada. Sou uma vergonha!

Mas vamos lá ver as categorias e aquilo que vi e planeei ver para cada uma delas. A Dora não deixou de ser uma grande ajuda para a escolha de alguns dos filmes quer seja porque já os referiu no canal quer porque constam nos seus favoritos de determinada categoria.


1. Ver um filme baseado num chick/lad lit.


Ano: 2014
Realizador: Shawn Levy
Com: Jason Bateman, Tina Fey, Jane Fonda 
Pontuação: 10/10

2. Ver um biopic.


Ano: 1993
Realizador: Steven Spielberg
Com: Liam Neeson, Ralph Fiennes, Ben Kingsley


3. Ver um filme sobre mudanças sociais.


Ano: 2015
Realizador: Peter Sollett
Com: Julianne Moore, Ellen Page, Michael Shannon
Pontuação: 10/10
4. Ver um documentário.
Ano: 2016
Realizador: Matt D'Avella
Pontuação: 8/10
 5. Ver um filme indie.

 Ano: 2014
Realizador: Damien Chazelle
Com: Miles Teller, J.K. Simmons, Melissa Benoist
6. Ver um filme YA.
Ano: 2017
Realizador: Stella Meghie
Com: Amanda Stenberg, Nick Robinson, Anika Noni Rose

7. "Vá, gozem à vontade."
Ano: 2017
Realizador: James Foley
Com: Jamie Dornan, Dakota Johnson, Kim Basinger
Pontuação: 7/10



8. Ver um filme de gangsters.


Ano: 1991
Realizador: John Singleton
Com: Cuba Gooding Jr. Laurence Fishburne
Pontuação: 9/10


9. Ver um filme com um vilão filho da puta.

 Ano: 2000
Realizador: Mary Harron
Com:Christian Bale, Jared Leto, Reese Whiterspoon, Willem Dafoe


10. Ver um filme baseado em factos reais.

Ano: 2007
Realizador: Sean Penn
Com: Emile Hirsch, Kristen Stewart, Vince Vaughn

domingo, 12 de novembro de 2017

Opinião #17: Frankenstein, Mary Shelley














Editora: Ebook
Ano publicação: 1818 (ano da 1ª publicação)
Nº páginas:  222 páginas
Pontuação atribuída: 4 estrelas no Goodreads





Trata-se de um clássico considerado por muitos um livro de horror. Foi escrito no século XIX mas, não deixa de ter premissas extremamente actuais.  
É certo e sabido que sou bastante medricas. Não vejo filmes de terror e tenho bastante renitência em avançar para leituras dentro do mesmo género. Costumo participar em maratonas literárias subordinadas ao tema Halloween mas sou sempre bastante selectiva nas minhas escolhas literárias. Sempre tive algum medo de partir para a leitura do livro sobre o qual vou opinar, muito em parte devido ao imaginário do que seria O Frankenstein, uma criatura vil e irascível com um aspecto medonho. 
Ora este foi mais um dos exemplos de que as ideias pré-concebidas nem sempre correspondem à realidade. Este livro não me assustou, muito pelo contrário, surpreendeu-me bastante. Desconhecia a história e a inspiração da autora para a mesma. De ressalvar que Mary Shelley era oriunda de uma família muito ligada às artes e, desde sempre, sentiu alguma pressão familiar para que, ela própria envereda-se pelo caminho da escrita. Contudo, os anos iam passando e não lhe surgia nenhuma ideia particularmente inovadora (pelo menos aos seus próprios olhos). Até que, numa brincadeira entre amigos, surge o desafio de cada um criar um conto assustador. Estavam nos Alpes e, Mary Shelley, teve a ideia de desenvolver esta história sendo desde cedo incentivada pelo marido, também ele escritor.
Começo por me surpreender ao constatar que se trata de uma história dentro de outra história. A narrativa inicia-se sob a forma de cartas que um investigador, rumo ao pólo norte, escreve para a sua irmã. São relatos da viagem, dos acontecimentos e dos seus sentimentos e emoções. Fala-nos de como se sente só naquele barco, rodeado de pessoas que não compreende e que não o compreendem. Pessoas com as quais não consegue conversar. Reconhece que, não obstante prosseguir o seu sonho de vida, sente falta de um amigo. Reconhece aqui a fragilidade do ser humano, ser social que tem dificuldade em estar e sentir-se só. Entretanto, dão-se acontecimentos surpreendentes que trazem para a equipe de expedição um homem de nome Victor Frankenstein. E aqui dá-se mais uma vez a minha surpresa pois Frankenstein não é o nome do monstro tão temido. É sim o nome daquele que, mais à frente, nos apercebemos ter sido o seu criador. O monstro não tem nome algum.

É nesta parte da narrativa que, Victor Frankestein começa a contar a sua vida ao jovem e os acontecimentos que o levaram a tamanha melancolia e tamanha sede de vingança e sentido de justiça. Tal como o jovem que inicialmente escreve à irmã, também Frankestein havia sido um homem da ciência, um estudioso eternamente insatisfeito que decide criar um ser. Desses seus experimentos nasce o mostro, uma criatura que logo à partida, assusta o seu criador, que foge dele. Isto é o ponto de partida para o desenrolar de toda a história que se move num clima de suspense e com umas tantas reviravoltas e ocorrências surpreendentes. 

Não pude, contudo, deixar achar o monstro extremamente humano. Um ser de tamanha inteligência que tinha por único objectivo ser amado. No entanto, o seu aspecto, era um grande obstáculo à prossecução desse seu objectivo. Por mais que ele fizesse, por mais que tentasse chegar à fala com os humanos e visasse praticar o bem, assim que era visto, era odiado. Todos adoptavam uma postura de terror, fugiam e/ou procuravam defender-se. Acreditavam ser ele a origem de todo e qualquer mal. Sem o conhecerem. Unicamente julgando o seu aspecto. E que mensagem esta tão actual que a autora nos faz chegar a uma sociedade de consumo como a nossa em que se dá o culto do belo e em que se denigre tudo o que foge ao padrão do socialmente correcto e do socialmente aceite.  Se isto assim era no século XIX e o é actualmente, quando deixará de assim ser? Qual será o caminho que temos que percorrer e o que teremos que fazer para mudar mentalidades? Sim, porque é disso mesmo que se trata, mudar mentalidades. E contra mim falo porque todos nós, durante a nossa vida, somos regidos por um sem número de códigos de conduta e por um sem número de preconceitos. 

Não pude deixar de me emocionar com a narrativa do monstro quando fala da sua vida após ter saído do laboratório de seu criador. Os seus devaneios sozinho por esse mundo fora até chegar à propriedade de uma família que ele vai observado, admirando e que, sem saber, lhe vai dando alguns conhecimentos de história e da própria linguagem. O monstro quer ser parte daquela família mas, mais uma vez, não consegue. Tenta então, desesperadamente, que o seu destino se cruze novamente com o do criador e, é aqui que se dá uma trama com pormenores algo macabros.

Não quero falar mais sobre a história em si para não revelar mais do que já revelei. Quero apenas deixar o meu incentivo para que leiam esta obra. Para que não se deixem intimidar por ela e, com a mente em branco, sem muito saber, partam para a sua leitura. 




Wrap up: Spook-a-thon 2017




Este wrap up vem super atrasado dado que a Spook-a-thon organizada pela Elsa (Ordem d'Avis) decorreu de 1 a 31 de Outubro de 2017.

No entanto, deixo aqui os livros que consegui ler para esta maratona e a classificação atribuída a cada um deles. 


1. Lê um livro cuja acção se passe no século XIX ou anterior. 


Classificação Goodreads: 5 estrelas


2. O Halloween era uma crença antiga. Lê um livro sobre crenças/mitos ou religiões. (Desafio não concluído)


3. Lê um livro cuja acção se passe num país onde gostarias de festejar o Halloween. (EUA)

 Classificação Goodreads: 4 estrelas


4. Ler algo insólito. Um livro cuja capa sugira... terror, violência, macabro.
(Desafio não concluído)


5. "Sorteio" com 6 livros da TBR.

  Classificação Goodreads: 4 estrelas


6. Tens um livro que tens medo de ler? Está na hora!

 Classificação Goodreads: 4 estrelas

7. Dos livros que leste nesta maratona escolhe a frase que consideraste mais macabra e escreve-a na página do Tuga. 

"Depois, as ratazanas viraram-se, todas ao mesmo tempo, como se tivessem ouvido um sinal. Começaram então a atirar-se ao cão; a morder-lhe as patas, os quadris e a cauda curta. Algumas treparam-lhe para o dorso e puseram-se a morder-lhe o pescoço e as orelhas, e uma ferrou-lhe os dentes afiados no lábio inferior e ali ficou, pendurada das suas maxilas mortais, até ele uivar de raiva e bater com ela contra o chão, fazendo-a por fim largar-lhe a carne em sangue." 

Ken Follett, Uma fortuna perigosa


Mesmo não tendo conseguido completar todos os desafios, faço um balanço positivo desta maratona. Li 3 livros em formato físico e um em ebook. São obras de estilos completamente distintos mas, posso dizer, que gostei de cada uma delas de um modo especial. Destaco claro, o livro ao qual atribuí 5 estrelas, Uma fortuna perigosa (Ken Follett). É muito bom mesmo e já tem opinião aqui no blog.

Aproveito para divulgar a próxima iniciativa do grupo do Facebook Tuga-a-thon. A Elsa brindou-nos com a criação de uma maratona mais festiva, a Xmas-a-thon e, como não podia deixar de ser, eu vou participar. Esta maratona irá começar no próximo dia 15 de Novembro e irá terminar no último dia do ano. E que boa que é esta estação do ano para levar a cabo bastantes leituras. A mim, pelo menos, sabe muito bem, ler no sofá, coberta por uma mantinha, quando lá fora, está um frio de rachar.  

Boas leituras a todos e até ao próximo post =)


 

terça-feira, 31 de outubro de 2017

TBR Maratona literária Outono-Inverno 2017

O blog Flames e o blog Agora que sou crítica estão a organizar mais uma maratona. Vai decorrer de 15 de Outubro de 2017 até 15 de Janeiro de 2018. Inclui 10 desafios gerais mais 10 desafios temáticos. Desses desafios, 5 estão relacionados com o Halloween e os outros 5 estão relacionados com o Natal. Existem também 5 desafios Extra que estão relacionados com as redes sociais (Instagram, Facebook...).



A maratona já começou há vários dias mas não quis deixar de divulgar aqui no blog e falar em alguns livros que penso ler para cada categoria. Já comecei e terminei algumas das leituras e, para outras, ainda não escolhi aquilo que pretendo ler. Na verdade, esta também não é uma TBR estanque porque, rapidamente, consigo mudar os planos em relação ao que quero ler no momento.  
 

Desafios gerais:


 

 1. Ler um livro que te faça lembrar a escola.
    Enciclopédia da estória universal
    Afonso Cruz

2. Ler um livro cuja capa tenha cores escuras.
    A filha da floresta
    Juliet Marillier

3. Ler um livro de contos. 

4. Pedir a alguém para escolher um livro para leres. 






5. Ler um livro que tenha uma adaptação cinematográfica (ou que vai ser adaptado para o cinema) - Se possível vê o filme a seguir. 
    O segundo fôlego
    Philippe Pozzo Di Borgo

6. Ler um livro que queiras acabar antes de 2017 terminar. 
    Uma melodia inesquecível
    Jodi Picoult

7. Ler um livro que tenhas há mais de 1 ano na estante (ou ler o último livro que compraste).
    Nudez mortal
    J.D. Robb

8. Ler uma Graphic Novel, Banda desenhada ou Mangá.
    Baby blues 01
    Rick Kirkman e Jerry Scott

9. Ler um livro escrito por alguém que admires (ou sobre alguém que admires).
    Sejamos todos feministas
    Chimamanda Ngozi Adichie

10. Ler um livros de não-ficção.
    A menina dos ossos de cristal
    Ana Simão



Desafios relacionados com o Halloween:






1. Ler um livro de horror/terror. 
    Frankenstein
    Mary Shelley


2. Ler um policial.
    O dominador
    Tess Gerritsen


3. Ler um livro cujo tamanho se assuste.
    Uma fortuna perigosa
    Ken Follett


4. Ler um livro cujo título seja vermelho.
   A rainha Ginga
   José Eduardo Agualusa 


5. Ler um livro cujo nome do autor seja difícil de pronunciar.
   O mundo em que vivi
   Ilse Losa



Desafios relacionados com o Natal:

1. Ler um livro que achas que te pode trazer conforto. 

2. Ler um livro que te ofereceram num Natal ou que gostavas que te tivessem oferecido.

3. Ler um livro que te fala lembrar a família.

4. Ler um livro que com a cor branca na capa. 

5. Ler um livro com menos de 100 páginas. <100 ginas.="" nbsp="" p="">


Desafios extra Instagram/Facebook (cada um vale mais 10 páginas):

1. Escrever a opinião de um dos livros que leste na maratona (podem publicar no blog e colocar no grupo de facebook).



2. Extra Halloween (já divulgado).



3. Extra Natal (divulgação a 18 de Dezembro 2017).



4. Falar da maratona e de um livro a alguém e tirar foto com essa pessoa.



5. Tirar foto de pijama/robe com o livro que estão a ler.  



Verde: Já lido


segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Uma fortuna perigosa, Ken Follett (#outubrovictoriano)

Ken Follett é um autor muito lido, muito falado e muito apreciado. O meu pai é uma das pessoas que aprecia ler estes livros. 
Em Portugal existem vários livros traduzidos. Eu apenas tinha lido um livro do autor há bastante tempo. Para falar a verdade nem me lembro ao certo qual foi o livro. Apenas sei que não é nenhum dos mais conhecidos e aclamados do público. 

Durante o mês de Outubro, a Elisa do blog A miúda Geek resolveu criar um projecto intitulado Outubro Victoriano. As leituras teriam que ser de autores victorianos, mais concretamente livros publicados entre 1832 e 1902 ou então, livros de autores contemporâneos mas cuja acção se passasse  no referido período. Pois que resolvi aproveitar para ler um livro que o meu pai tem e sobre o qual já tinha passado os olhos por diversas vezes sobretudo pelo facto da capa me despertar atenção. Falo-vos do livro Uma fortuna perigosa.

Acabei por fazer uma leitura conjunta com a Elisa e com a Tita (O prazer das coisas) sendo que todas nós adorámos o livro e esta leitura conjunta foi uma experiência muito positiva. 

Começo por dizer que lhe atribuí 5 estrelas no Goodreads.






Editora: Editorial Presença 
Ano publicação:2015
Nº páginas:  566 páginas
Pontuação atribuída: 5 estrelas no Goodreads


Este é realmente um livro de época que retrata a vida dos elementos de uma família de banqueiros, os Pilaster.  A acção foca várias gerações dessa mesma família e ocorre ao longo de vários anos mais concretamente entre 1866 e 1892. 
A escrita é bastante fluída e a forma como o autor termina cada capítulo faz-nos ter vontade de querer saber mais. É difícil parar de ler. As personagens estão super bem construídas prova disso é o facto de terem despertado em mim mais ou menos animosidade. Enquanto uns elementos da família são bondosos, justos e inteligentes outros há que fazem de tudo para subirem na vida. Por muito que já tenham, querem sempre mais e melhor. Mais dinheiro, mais títulos, maior reconhecimento. 
O autor introduz também várias outras personagens que, de uma forma ou de outra, acabam por se cruzar com a família Pilaster. Aqui falo não só de pessoas de classes sociais elevadas como também de outras menos abonadas. E é aqui que Ken Follett consegue revelar a sua mestria. Descreve ambas as classes sociais, diferencia-as face ao estilo de vida, aos passatempos, ao trabalho, entre tantas outras coisas. Faz-nos um retrato fiel daquilo que era a sociedade do século XIX. 

 "As divisões da sociedade britânica viam-se meticulosamente espelhadas nos meios de transporte: a alta sociedade viajava no luxo estofado dos vagões de primeira classe, comerciantes e professores enchiam, embora com conforto, a segunda classe, e os operários fabris apinhavam-se juntamente com o pessoal doméstico nos duros bancos de pau da terceira. Quando desciam do comboio, a aristocracia subia para coches, a classe remediada apanhava ónibus puxados por cavalos, e os trabalhadores iam a pé. Os piqueniques dos ricos tinham chegado em comboios anteriores: dezenas de cestos, carregados às costas de lacaios jovens e robustos, cheios de louça e roupa de mesa, frangos cozinhados e pepinos, champanhe e pêssegos de estufa. Para os menos abastados, havia bancas a vender salsichas , berbigão e cerveja. Os pobres levavam de casa pão com queijo embrulhado em guardanapos."


O interessante é ver como se "mudam os tempos, mudam-se as vontades". Pessoas com mais ou menos dinheiro vão existir sempre. Com melhor vida que outras também mas, não deixa de ser engraçado saber que, no século XIX, os "ricos" não gostavam de ir a restaurantes, por exemplo. Disso é ilustrativo a seguinte citação:

"Embora os restaurantes se fossem tornando mais comuns, eram sobretudo as classes remediadas que os frequentavam: as pessoas de condição elevada continuavam a não apreciar a ideia de comer em público". 


Denota-se que o autor fez um enorme trabalho de pesquisa não só relativamente a questões da vida na época que o livro retrata como também no que se refere ao trabalho na banca. Introduz vários conceitos e explana várias situações sem contudo, ser demasiado exaustivo e, consequentemente, enfadonho. Fala também sobre alguns temas que vinham a emergir como seja a homossexualidade, o feminismo, os direitos das mulheres a cuidados de saúde, entre outros. Menciona também como era a vida em colégios internos elitistas. Como jovens poderiam ser cruéis uns para os outros e como, os comportamentos em tenra idade acabam por ter impacto na vida adulta. 

Reconheço que este não é um livro para todos. Muita gente não gosta do género e outros tantos não querem sequer experimentar e dar o benefício da dúvida. Eu adorei e, talvez seja desta que comece a ler os vários livros do autor que tenho a sorte de ter ao dispor.


sábado, 28 de outubro de 2017

Opinião #16: A biblioteca, Zoran Zivkovic









Editora: Cavalo de ferro
Ano publicação: 2010
Nº páginas:  101 páginas
Pontuação atribuída: 5 estrelas no Goodreads


A biblioteca é um livro de contos que ganhou o World Fantasy Award. Já o tinha visto recomendado em alguns blogs e canais do youtube e, quando o encontrei na minha biblioteca, não pude deixar de o trazer comigo.
São vários contos nos quais o autor dá asas à sua imaginação e fala de vários tipos de bibliotecas. E que mais um amante de livros poderia querer para além de ler sobre livros?
É um livro realmente surpreendente que, conseguiu despertar em  mim várias sensações. Um misto de de pertença por falar em algo que gosto tanto e que me diz tanto e, por outro lado, algum suspense associado a alguns contos mais obscuros. 
Li-o de uma assentada e vou querer conhecer mais obras do autor. Reconheço que não está de todo na minha zona de conforto mas, que boas são as surpresas com que, por vezes, nos deparamos quando decidimos inovar. Este livro foi um desses casos. Uma óptima surpresa e uma leitura deliciosa. 

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Opinião #15: A papisa Joana, Donna Woolfolk Cross


Editora: Editorial Presença 
Ano publicação:2000
Nº páginas:  458 páginas
Pontuação atribuída: 5 estrelas no Goodreads

Classificado dentro do género romance histórico, este livro narra a história de Joana de Ingelheim, uma mulher que entra dentro do mundo do clero e que, segundo a autora, chega a ser eleita papa. 
Denota-se que teve por base uma pesquisa exaustiva por parte da autora a qual se baseou em muitos factos verídicos e algumas incongruências cronológicas que a igreja católica supostamente foi engendrando. Pelo meio surge a ficção claro está mas, não obstante, esta não deixa de ser uma obra de grande qualidade. Cheguei a ela por meio de vídeos de recomendação de romances históricos particularmente pela opinião da Claúdia do canal e blog A mulher que ama livros e que acabei por encontrá-la na minha biblioteca não tendo resistido a trazê-la comigo. 

Para além do que já referi, o livro enfatiza aspectos relacionados com a diferença entre os sexos. As mulheres como aquelas que tinham que ficar em casa, tratar da lida doméstica e dos filhos e os homens como aqueles que poderiam ter uma profissão e auspiciar algo maior como era considerada a vida eclesiástica. Até mesmo os pais desejavam ter filhos homens que pudessem dar continuidade ao seu legado e nos quais eram depositadas grandes esperanças de futuro. São aspectos impressionantes que não deixam de criar uma certa incredulidade. Pensar que, embora a grande desigualdade que prevalece na sociedade actual, se vivêssemos naqueles tempos, quão pior seria? Quantas coisas que actualmente damos como adquiridas e como direitos veríamos negadas pelo simples facto de termos nascido mulheres?

Surge também o romance entre Joana e um nobre uns anos mais velho. Um amor que se revelará  impossível tendo em conta todas as vicissitudes com que se depara. Não deixa contudo de ser um amor bastante forte e capaz de ultrapassar barreiras mas que infelizmente, não estará destinado a prevalecer. 

É um livro muito muito bom que não posso deixar de recomendar. Mais uma excelente leitura que tive o privilégio de fazer durante este Verão. É um género que não tenho por hábito ler e que não conheço muito bem pelo que desconheço se a autora tem mais algum livro e se a ter, será tão bom ou melhor que este. Vou investigar mas, se souberem, deixem nos comentários. Aconselhem-me também bons autores dentro do género e quiçá alguns títulos.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Opinião #14: Um Natal que não esquecemos, Jacquelyn Mitchard


Editora: Editorial Presença 
Ano publicação:2004
Nº páginas:  104 páginas
Pontuação atribuída: 5 estrelas no Goodreads


Mais um livro que nos deixa a pensar na imprevissibilidade da vida e no quão curta ela é. Deixa-nos a pensar em como é importante aproveitar cada momento por mais que saibamos que é uma meta difícil (ou mesmo impossível) de alcançar. Existem sempre conflitos e palavras amargas trocadas mas, quando se trata de pessoas que amamos, o que verdadeiramente importa é aproveitarmos o privilégio que temos em partilhar momentos e felicidade.

É um livro pequeno mas extremamente intenso em que nós é relatado um acontecimento que marca profundamente a história de uma família completamente vulgar. É um livro cuja acção temporal decorre no espaço de poucas horas. Um livro que li de rajada e que me arrebatou completamente. O estilo da autora é cativante e fiquei com imensa vontade de conhecer um dos seus livros mais famosos que mereceu inclusivamente uma adaptação cinematográfica. Refiro-me a Profundo como o mar.  


sábado, 7 de outubro de 2017

Opinião #13: Morreste-me, José Luis Peixoto







Editora: Temas e Debates
Ano publicação:2009
Nº páginas:  64 páginas
Pontuação atribuída: 5 estrelas no Goodreads


Morreste-me, texto que deu a conhecer o jovem escritor José Luís Peixoto, é uma obra intensa, avassaladora e comovente: é o relato da morte do pai, o relato do luto, e ao mesmo tempo uma homenagem, uma memória redentora.


Dei 5 estrelas a este pequeno livro. E o que posso dizer sobre ele? É um livro com o qual me identifiquei muito. Aliás, julgo que qualquer pessoa que já tenha perdido um ente querido se identificará com os sentimentos, com as emoções, com a sensação de vazio e de incredulidade que aqui é relatada. 
Acho o título fabuloso. É como que o apropriar da palavra morte. Deixamos de dizer que a pessoa morreu para se dizer morreste-me. Há como que uma apropriação daquela morte, um vazio que fica no nosso coração por aquela partida. 
O autor conseguiu deixou-me a pensar e, a dados momentos, fez-me sentir um aperto no coração. 
Não quero tornar-me repetitiva até porque ultimamente tenho dito aqui no blog que dado livro deveria ser lido por todos. O certo é que tenho tido a felicidade de, nos últimos tempos, ler livros muito bons. Este é um outro exemplo disso e sim, é um livro que todos deveriam ler. 

 

TBR Maratona Spook-a-Thon 2017

Vou participar mais uma vez nesta maratona literária organizada pela Elsa do canal Ordem d'Avis. Realiza-se de 1 a 31 de Outubro e contempla 6 desafios literários e um 7º desafio que consiste em escolher uma frase macabra de um dos livros lidos para a maratona e publicá-la na página de facebook Tuga-a-Thon.

Segue-se então uma foto da minha TBR extremamente ambiciosa (alguns dos livros escolhidos não estão na foto porque penso lê-los no Kobo) e, posteriormente, vou incluir cada livro numa das 6 categorias criadas pela Elsa. 





1. Lê um livro cuja acção se passe no século XIX ou anterior. 
    Uma fortuna perigosa
    Ken Follett


2. O Halloween era uma crença antiga. Lê um livro sobre crenças, mitos ou religiões. 
    A rainha Ginga
    José Eduardo Agualusa


3. Lê um livro cuja acção se passe num país onde gostarias de festejar o Halloween. (EUA)
    Uma questão de fé
    Jodi Picoult


4. Ler algo insólito. Um livro cuja capa sugira...terror, violência, macabro.
    O dominador
    Tess Gerritsen


5. Junta 6 livros da tua TBR. Dentro de cada um coloca um papel com um número. Deita um dado e o número que sair é o livro que vais ler. 
    O mundo em que vivi
    Ilse Losa


6. Tens um livro que tens medo de ler? Está na hora!
    A hora do vampiro
    Stephen King 



Já tenho em andamento a leitura do livro da Jodi Picoult e estou entusiasmada para as restantes leituras. 
O livro que me calhou na categoria 5 está cá em casa há imenso tempo. Já o tentei começar várias vezes e já o incluí em diversas TBR mas acabo sempre por não o ler. Aqui a sorte fez com que saísse o número que lhe tinha atribuído. Vamos lá ver se é desta!
Em relação ao livro que tenho medo de ler, confesso que foi escrito sobretudo pelo autor. Stephen King é uma referência na literatura de horror. Dele apenas li Carrie e, sinceramente, não me impressionou muito. No entanto, resolvi dar mais uma oportunidade ao autor de que tanta gente gosta e escolhi o segundo livro que publicou, A hora do vampiro (1975).